Dra. Simone de Melo Maudonnet

Disfunção da articulação temporomandibular (DTM) e dor orofacial

A disfunção da articulação temporomandibular ocorre com mais freqüência em mulheres entre 30 e 50 anos.

A disfunção da articulação temporomandibular (DTM) é a expressão utilizada para descrever ,de forma genérica, o mau funcionamento da articulação têmporo-mandibular (ATM) que é a articulação que conecta a mandíbula com o crânio, logo à frente do ouvido. O termo dor orofacial é usado para se referir às condições dolorosas que ocorrem nas estruturas da cavidade oral, face, cabeça e pescoço. Estão representadas neste grupo desde as dores de origem dentária até alguns tipos de dores de cabeça, incluindo alguns distúrbios nervosos como a neuralgia do trigêmio. “A dor orofacial é toda dor associada aos ossos, dentes, músculos faciais, glândulas da cavidade oral e face, além de dor de ouvido, nos músculos da face, no pescoço, ombro e costas. Se o paciente apresentar algum desses sintomas deve procurar um profissional especializado na área, pois muitas pessoas que sofrem de DTM e dor orofacial têm grandes chances de melhorar sua qualidade de vida com tratamentos reversíveis e conservadores”, alerta a ortodontista Dra Simone Maudonnet da Topmaster. As disfunções da ATM tem origem multifatorial e as diferentes causas devem ser investigadas para conseguir um diagnóstico preciso, identificando se ocorreram danos nas estruturas, qual a origem dos danos, quanto desses danos alteram a dinâmica muscular e do ciclo mastigatório , e como está o funcionamento do sistema como um todo, para assim, iniciar um tratamento individualizado. A disfunção da articulação temporomandibular ocorre com mais freqüência em mulheres entre 30 e 50 anos, podendo ainda estar associados a bruxismo, artrite reumatóide, fibromialgia, trauma na face ou na boca e deformidade congênita das estruturas ósseas. Como as DTMs tem muitas características em comum com outras síndromes de dor funcionais e complexas, se faz necessário a avaliação de fatores psicossociais bem como os mecânicos. Por isso, para uma melhor resposta ao tratamento, é necessário uma avaliação clínica detalhada do paciente com uma abordagem multidisciplinar.